A base ética tradicional da Medicina é o princípio da Beneficência

Buscar o maior bem possível para os doentes, e não fazer o mal ou “nenhuma maleficência”. Posteriormente, dois outros princípios foram incorporados, que atualmente são considerados consubstancial ao exercício da medicina. Por um lado, há o princípio da Autonomia ou Autodeterminação dos pacientes, pelo qual cada indivíduo, com capacidade e informação adequada, é o proprietário absoluto das decisões que adota em relação ao seu próprio cuidado.

Por outro lado, o princípio da Equidade ou Justiça, pelo qual deve ser tentado “o melhor possível para todos os pacientes”, muitas vezes conflita com o conceito tradicional da relação equipe de saúde-paciente de “o melhor para o meu paciente”, contrapondo a coletivo com o individual.

As bases conceituais da Clínica Médica se conectam com esses fundamentos éticos da Medicina para alcançar a mais alta excelência profissional dos profissionais de saúde e alcançar o melhor atendimento possível aos usuários. É, portanto, uma figura chave no processo de gestão e, ao mesmo tempo, é a melhor garantia de que as decisões para melhorar a eficiência serão tomadas sem prejuízo da qualidade do atendimento ao usuário.
https://www.saidrio.com/
A gestão clínica, entendida como o conjunto de processos envolvidos na relação desse profissional com o usuário, pode ser dividida em três níveis distintos:  Nível individual, referente à escolha de determinado tratamento ou indicação cirúrgica de maior eficácia. Utiliza ferramentas como medicina baseada em evidências, epidemiologia clínica e técnicas de avaliação clínica;  Nível assistencial, referente à efetividade clínica dos recursos utilizados.

Uma vez diagnosticado um problema de saúde específico, decida onde deve ser tratado, se é ambulatorial ou internado, bem como o número médio de dias de internação para um diagnóstico específico, os exames laboratoriais e de imagem solicitados em cada situação, etc.

Utiliza a avaliação tecnológica e a melhoria contínua da qualidade como ferramenta de análise; (iii) Gestão da unidade, é o que tem a ver com a eficiência, a organização interna do serviço, o número de pessoas consideradas necessárias para cada tipo de atividade ou técnica, e com aspetos mais globais como a motivação do pessoal, formação e gestão de Recursos. Use orçamentos clínicos, políticas de recursos humanos ou sistemas de custos.