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Como as pequenas empresas enfrentavam aumentos recorrentes nos custos de insumos e na concorrência, decidiram adotar a compra em consórcio para a aquisição de matérias-primas como excipientes e embalagens. Assim, em vez de cada empresa negociar individualmente com os fornecedores, elas se uniram para formar um consórcio, aumentando seu poder de compra ao equivalente ao de uma multinacional. Os resultados? Economias significativas de custos, maior previsibilidade de preços e condições mais vantajosas em contratos de longo prazo. Para a indústria de bens de consumo embalados (CPG), o impacto pode ser ainda maior, considerando o volume e a diversidade de insumos necessários. De ingredientes para alimentos e bebidas a materiais de embalagem e componentes químicos, tudo pode ser negociado em conjunto para maximizar as vantagens. E é justamente essa lógica — a de “unir forças” — que permite que empresas menores se posicionem de forma mais competitiva no mercado, eliminando barreiras antes restritas às grandes empresas.
Certo, então como essa prática pode beneficiar as equipes de compras? Vejamos. Assim como a compra em grandes quantidades reduz os custos unitários, a participação em um consórcio de compras aumenta o poder de negociação, resultando em condições mais favoráveis. Esse modelo permite que pequenas e médias empresas tenham acesso a preços antes reservados a grandes corporações. Imagine que sua empresa fabrica salgadinhos e precisa de uma grande quantidade de embalagens plásticas. Ao formar um consórcio com outras empresas de bens de consumo que também precisam desse item, você negocia um volume total muito maior, garantindo uma redução nos custos unitários. Isso gera economias significativas , especialmente em tempos de crise, quando cada centavo economizado conta.